segunda-feira, 21 de junho de 2010

SUCESSO NO VESTIBULAR

O sonho de uma carreira promissora para muitos coincide com o ingresso em uma universidade pública. Quem pretende entrar em um curso superior precisa ter muita determinação e força de vontade, já que para conseguir a tão sonhada vaga, muitas vezes é necessário fazer alguns sacrifícios, como reduzir o tempo reservado ao lazer.
A rotina de estudos dos vestibulandos tem base na nota mínima para aprovação, intitulada nota de corte, e na relação candidato/vaga, que são distintas entre os cursos, fator que explica, por exemplo, a aplicação maior de um estudante que pretende prestar medicina, que teve aproximadamente 42 inscritos por vaga para a Fuvest 2010, a um que almeja letras, aproximadamente quatro inscritos por vaga. Quem conseguiu a aprovação garante que sacrifícios e horas dedicadas aos estudos valem a pena, mas adverte que tudo deve ser feito moderadamente, já que o psicológico também é fundamental para conquistar o sucesso no vestibular.
O estudante Victor Sá Ramalho, de 22 anos, passou em 1° lugar no curso de História, da Universidade de São Paulo (USP). Para isso foi preciso muita dedicação, disciplina e foco. No ano em que iria prestar o vestibular, o estudante, além de cursar o terceiro ano do ensino médio, durante o segundo semestre frequentou o curso pré-vestibular, no período da tarde. "Comecei o cursinho somente no segundo semestre, mas já estava estudando por conta própria no decorrer de todo primeiro semestre". Além desta preparação, quando ainda estava no segundo médio, Victor prestou a Fuvest, na modalidade treineiro, o que considera ter sido essencial para conhecer o processo de avaliação da universidade e alcançar um bom resultado no ano seguinte.
Ser aprovado, principalmente em uma boa colocação, é resultado de muito estudo, o que ocupa maior parte do tempo do vestibulando. A consequência disso é a redução do tempo destinado a vida social. "Não deixei muitas coisas de lado, mas claro que tive que reduzir algumas horas do meu lazer, em função dos estudos", conta Victor. O estudante ainda explica que como a nota de corte de seu curso não era muito alta, pode se dedicar as matérias que tinha mais facilidade. "Tirei 4 em física, mas gabaritei história".
Contar com o apoio da família e de amigos, também é fundamental para o estudante que pretende ingressar em uma universidade, principalmente para conseguir manter o psicológico estável, uma vez que a ansiedade e o estresse causado pela rotina dos estudos podem atrapalhar o desempenho na prova. "A maior parte do tempo, durante o ano do vestibular, estive junto dos meus amigos, e isso fez com que a carga horária destinada aos estudos se tornasse menos penosa", conta o estudante.
Victor acredita que o principal para quem irá prestar o vestibular é confiar na própria capacidade e conseguir aproveitar o tempo de estudos, seja em casa, na escola ou no cursinho, sem torná-lo uma obrigação torturante. "Acredito que ter um caderno completo e prestar atenção nas aulas, sejam elas do colégio ou do cursinho, é super importante. Aquilo que o aluno aprendeu bem ao longo de todos os anos do colegial pode fazer toda a diferença, e proporciona maior tranquilidade para se estudar ao longo do ano do vestibular. Resolver abdicar de tudo durante um ano e estudar loucamente não me parece muito sensato."
Já a estudante do terceiro ano de Audiovisual da USP, Stephanie Degreas Chacur , de 22 anos, adotou uma rotina mais puxada, já que a nota de corte do seu curso é maior. Tanto esforço resultou no quinto lugar do vestibular. "Fiz cursinho e mantive uma rotina disciplinada de estudos. Tive que deixar de fazer muitas coisas, quase não saia, a não ser de final de semana, que era o tempo que eu me dava para descansar, mas, mesmo assim, escolhia programas mais calmos".
Hoje Stephanie está satisfeita com a sua vida de universitária e mesmo com toda atribulação, a jovem garante gostar, e aconselha a quem for prestar a prova este ano, a ter obstinação. "Estou um pouco desatualizada sobre qual a melhor forma para se preparar para o vestibular, mas acho que sempre será obstinação e calma na hora de fazer a prova". A jovem ainda aconselha os vestibulandos a terem certeza do curso para qual querem prestar, pois acredita que nunca é bom se arrepender por ter entrado em uma faculdade, para o qual você dedicou tanto tempo de estudo.
Os métodos de estudos variam de acordo com a necessidade de cada estudante e os sacrifícios sempre são necessários para se obter o sucesso. Porém entre tantos obstáculos, os estudantes garantem que no final, ao ver o nome entre os aprovados, o pensamento dos vestibulandos é somente um: tudo valeu a pena. "Fiquei muito feliz quando vi meu nome na lista, era para isso que estava estudando tanto, e consegui", diz Stephanie.
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Matéria feita para o caderno especial de Vestibulares da FOLHA DIRIGIDA - Junho/2010

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