
Edson Luís Silva de Oliveira, 36, é um dos agentes de apoio socioeducativos da Fundação Casa mais comprometidos com seu trabalho, segundo a instituição. Para ele, sua carreira o ajuda a torna-se um ser humano melhor, despido de preconceitos e aprendendo a ver a realidade dos menores infratores.
"Acredito que a principal vantagem da minha carreira é que ela me humaniza. Aqui aprendo a não julgar as pessoas pelos seus atos. Além disso, como eu tenho filhos, tudo que aprendo sobre o adolescente na visão pedagógica me ajuda com eles", aponta.
Acompanhar e proporcionar condições para os trabalhos pedagógicos dos adolescentes, participar e orientá-los em suas atividades, mantendo sempre a ordem e disciplina são as principais atribuições de um agente de apoio socioeducativo. "Acompanhamos o dia-a-dia dos meninos, toda sua rotina de atividades, que consiste na escola, cursos de qualificação e oficinas culturais. Muitas vezes interagimos com eles jogando futebol ou em uma conversa", exemplifica.
Para Edson e todos os funcionários da fundação, o agente socioeducativo tem um papel essencial na vida dos adolescentes. Muitos deles vem de famílias desestruturadas e tem, na figura do agente, um exemplo a seguir. "Para mim, meu trabalho é gratificante. Influenciamos estes meninos. Quando eles comentem uma infração, acreditam que não têm outra escolha e nós da fundação queremos mostrar que há, sim, uma segunda opção. Já encontrei meninos que ganharam a liberdade e estão trabalhando, com uma ótima aparência, e isso me faz feliz", conta.
Antes de ingressar na instituição, o agente socioeducativo trabalhou durante vinte anos como segurança da Nossa Caixa. Por acreditar que Fundação Casa estava mais de acordo com o trabalho que gostaria de realizar, participou de uma seleção em 2005 para trabalhos temporários e ingressou como segurança e, posteriormente, como coordenador equipe. "Quando meu contrato estava preste a acabar, saiu um concurso e todos da instituição me incentivaram a participar. Fiquei nove meses fora, estudando sozinho, pois muitas coisas já tinha aprendido com a rotina de serviços, como os artigos do Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente). Passei no concurso e voltei em outubro do ano passado", explica. Edson ressalta, ainda, que o período longe da Fundação foi terrível e que não se imagina trabalhando em outro lugar e nem exercendo outra função.
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Entrevista feita para o jornal FOLHA DIRIGIDA -Edição 1.277/ Outubro
Ana,
ResponderExcluirParabéns pela exelente matéria!
tenha um ótimo 2011...
edson luis
fundação casa
parebens e por esse motivo que eu me escrivi para ser agente na regiao macro 2
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