A oferta de 114 vagas para o cargo de delegado de polícia da Polícia Civil, para preenchimento por meio do próximo concurso, que depende da autorização do governador Alberto Goldman, não é suficiente para suprir a demanda de pessoal no estado, segundo a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), Marilda A. Pansonato Pinheiro. Segundo ela, para isto ocorrer seria necessário contatar, no mínimo, 248 servidores. Porém, ressalta que, além da contratação de pessoal, é indispensável a valorização da categoria. De acordo com ela, a remuneração ideal do cargo seria de R$17 mil, como ocorre, por exemplo, no Distrito Federal. Em entrevista para a FOLHA DIRIGIDA, a sindicalista fala um pouco sobre as principais atribuições do delegado e dá dicas para quem pretende se preparar para o concurso, mesmo antes da publicação do edital.
Em entrevista concedida para FOLHA DIRIGIDA, o diretor da Academia de Polícia do Estado de São Paulo (Acadepol), Adilson José Vieira, confirmou o envio de solicitação ao governador Alberto Goldman para que seja realizado concurso público para o preenchimento de 114 vagas de delegado. Na sua opinião, este número é suficiente para suprir a necessidade de pessoal no estado?
Em nosso quadro de servidores são previstos 3.448 vagas. Porém, em decorrência do salário, considerado baixo, a evasão é muito alta, o que impede que o quadro seja completado. Hoje estamos com 3.200 delegados em exercício, o que caracteriza uma carência de 248. Mas, além do aumento do número de delegados, com base em critérios técnicos e não políticos e correta distribuição nas unidades policiais, é necessário uma qualidade mínima no ambiente de trabalho e salário compatível com a responsabilidade do cargo.
Na sua opinião, quais municípios ou regiões do estado contam com maior necessidade de pessoal? A senhora acredita que deveria haver uma distribuição de vagas por região identificada já no edital do concurso?
Esta análise é feita por departamentos. Temos nove departamentos no interior e o da capital. Então fica difícil dizer qual apresenta maior deficit. Mas a falta de delegados é generalizada, não existe um local específico onde esteja completo o quadro de delegados. Todos estão com este problema. Atualmente, 31 % das cidade não possuem delegado de polícia. Não existe um determinado local que esteja melhor ou pior. Esta defasagem se espalhou por todo estado, assim como a violência. Na verdade, no primeiro momento todo aprovado ingressa na carreira no departamento da capital, onde é submetido a uma espécie de treinamento para que depois seja encaminhado para outro departamento, para sua cidade, no interior. O candidato que está aqui já passou por este processo. Então não é justo que o colega que esteja aqui em São Paulo, já há algum tempo, seja preterido pelo outro que está chegando. Esta é uma filosofia adotada pelo nosso delegado geral de polícia, Luiz Paulo Neto, que a gente aprova incondicionalmente. O colega que está ingressando na carreira sabe que será desta forma, ao contrário dos outros concursos.
A remuneração inicial do cargo, como nas demais carreiras da Polícia Civil, varia de acordo com o total de habitantes no município, em decorrência do adicional de local de exercício, sendo de R$5.123,30 para cidades com até 500 mil habitantes e R$5.438,30 para mais de 500 mil. Como a senhora avalia esta distinção salarial, em decorrência da quantidade de pessoas no local de atuação?
Eu não acredito que seja o critério mais justo, pagando um adicional por local de exercício. Sou totalmente contrária ao adicional, pois o colega no momento de se aposentar acaba perdendo. Mas depois de muita luta conseguimos que este adicional fosse incorporado ao salário, depois de muita conversa e depois do governo não ter cumprido o que havia acordado conosco, durante a greve de 2008. Penso que é um absurdo mensurar a vida por um número de habitantes de um determinado lugar. O policial tem sua vida mensurada de acordo com o local de exercício. Existem cidades pequenas ou que são consideradas pequenas, com um índice de criminalidade tremendo, como as do presídios,a maioria localizados do interior, que devido a isto tiveram o índice de violência aumentado. Então não se justifica este tipo de critério.
Na sua opinião, qual deveria ser a remuneração ideal dos delegados de polícia no estado?
Estaria de bom tamanho receber como um delegado no Distrito Federal, com um salário de aproximadamente R$17 mil reais. São Paulo é o estado mais rico da federação, o que mais arrecada. Então não é justo que apresente uma remuneração inferior.
Existe alguma pretensão ou alguma cobrança, por parte da Associação, no sentido de valorizar a categoria, equiparando os salários aos das demais carreiras jurídicas, como do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunais Regionais Federais ou do trabalho?
Nós estamos com uma campanha publicitária para a conscientização da sociedade, que não tem acesso a alguns dados, como a falta de investimento na segurança pública. Ocorre o aumento da população, mas sem a mesma proporção em número de polícias civis, o quadro fica defasado. Existem cidades sem delegados de polícia. Somos 42 milhões habitantes no estado para 3 mil delegados. Então existem muitas coisas que a sociedade precisa tomar conhecimento. Estamos trazendo a realidade para a sociedade saber, pois está vivendo este clima de insegurança, pois não existe um serviço público de qualidade, pois precisa se valer da segurança privada. O problema é que a maioria não possui condições de pagar pela sua segurança e acaba tendo que conviver com a insegurança e o medo.
A realização do concurso depende apenas da autorização do governador que, inclusive, já confirmou que não vê impedimento na realização dos concursos durante o período eleitoral, o que pode ser constatado inclusive pela recente autorização para o concurso de agente de telecomunicações. Neste sentido, a senhora acredita que o edital do concurso para delegado pode ser publicado ainda neste semestre? Associação tem obtido algum parecer da corporação neste sentido?
Ainda não há definições sobre quando o concurso será autorizado, mas acredito que além de realizar o concurso, para suprir o quadro efetivamente, também é preciso valorizar o delegado.
De acordo om a resolução SSP-182, de 22 de agosto de 2008, todos os concursos da Polícia Civil devem incluir, no conteúdo programático, questões sobre noções de Direitos Humanos e Criminologia, além de conhecimentos de Informática e Lógica, Como a senhora avalia a inclusão destas disciplinas?
Como delegado de polícia nós somos extremamente legalistas. A grande parte dos delegados de policia ingressaram recentemente, dos anos 90 para cá, somos a grande maioria. Então viemos como fruto da constituição de 1988, sendo totalmente voltados aos direito humanos e a cidadania. Então existe um profundo respeito pelos direitos humanos. Temos o hábito de respeitar os direitos de todo e qualquer cidadão, independentemente da situação que se encontra naquele momento. Sendo incluídas estas disciplinas, o concurso vai exigir um pouco mais do candidato. As pessoa que estiverem ingressando na carreira terão um conhecimento mais profundo, mais interessante, o que acredito que até facilitará o treinamento do policial, principalmente dos delegados que dirigem a policia civil. É uma forma de fazer com que seja cumprido o que está na Constituição, pois se não há o conhecimento teórico fica mais difícil que colocar na prática. Acho bastante interessante, tudo que vier para acrescentar e qualificar nosso candidato será sempre bem vindo.
Que dicas, em termos de estudo, a senhora daria para quem pretende ingressar na carreira e iniciar os estudos desde já, mesmo antes da publicação do edital?
Enquanto o edital não é publicado, os candidatos podem se preparar através dos programas anteriores e até mesmo ingressando em cursos preparatórios que oferecem cursos antes mesmo da publicação. Mas é necessário estudar de forma intensiva, colocando a meta da aprovação como prioridade, bem como preparando um bom programa de estudos, sem sacrificar o lazer e a família.
Fale um pouco sobre a atividade, a rotina do servidor..
O delegado de polícia dirige os trabalhos da Polícia Judiciária, que visa principalmente apurar as infrações penais e identificar a autoria, trabalho materializado no inquérito policial.Possui previsão constitucional no artigo 144, parágrafo 4º da Carta Magna, sendo relevante ressaltar que o cargo é essencial para a defesa do estado e das instituições democráticas. Na prática, o delegado de polícia pode dirigir de uma equipe de plantão com trabalho essencialmente policial a um grande departamento, tendo foco mais em ações administrativas e geestão da política de segurança, ambas as funções de grande importância na formação da cidadania em nossa sociedade.
Fale um pouco sobre as principais reivindicações e ações da Associação, no sentido de cobrar uma maior valorização dos delegados?
Estou no cargo desde janeiro deste ano e sou a primeira mulher presidente da Associação. Existem muitas demandas, desde salários até a falta de funcionários, de condições de trabalho e de estrutura nas delegacias. Então a associação está colocando ordem na casa. Existem muitos projetos, como modernizar a Associação, com o aperfeiçoamento do nossos serviços, atendendo nossos usuários de uma forma mais profissional e com maior eficiência. Obviamente que também pretendemos lutar pelas valorização da nossa categoria, por mais dignidade e melhores salários. Existe um projeto de restruturação que está na Secretaria de Gestão Pública. Este projeto restrutura a Polícia Civil como um todo. Queremos uma Polícia Civil moderna e esta restruturação traz isso. O que a policia moderna representa é um serviço de qualidade. O projeto está na gestão pública e precisa ser aprovado. Nosso maior foco é a valorização da nossa profissão.
Mais alguma sugestão ou comentário que a senhora gostaria de dar para quem pretende ingressar na carreira?
A carreira de delegado é uma profissão maravilhosa. Pessoalmente, não vejo uma carreira mais bonita do que esta, que oferece uma grande satisfação pessoal e profissional. Precisamos de condições do trabalho, mas é uma carreira maravilhosa, permanecemos na carreira e lutamos pela nossa valorização. Somos os dirigentes da polícia civil e lutamos pela sociedade também. Temos certeza de que daqui para frente a carreira irá melhorar cada vez mais e vale a pena ingressar.
Em entrevista concedida para FOLHA DIRIGIDA, o diretor da Academia de Polícia do Estado de São Paulo (Acadepol), Adilson José Vieira, confirmou o envio de solicitação ao governador Alberto Goldman para que seja realizado concurso público para o preenchimento de 114 vagas de delegado. Na sua opinião, este número é suficiente para suprir a necessidade de pessoal no estado?
Em nosso quadro de servidores são previstos 3.448 vagas. Porém, em decorrência do salário, considerado baixo, a evasão é muito alta, o que impede que o quadro seja completado. Hoje estamos com 3.200 delegados em exercício, o que caracteriza uma carência de 248. Mas, além do aumento do número de delegados, com base em critérios técnicos e não políticos e correta distribuição nas unidades policiais, é necessário uma qualidade mínima no ambiente de trabalho e salário compatível com a responsabilidade do cargo.
Na sua opinião, quais municípios ou regiões do estado contam com maior necessidade de pessoal? A senhora acredita que deveria haver uma distribuição de vagas por região identificada já no edital do concurso?
Esta análise é feita por departamentos. Temos nove departamentos no interior e o da capital. Então fica difícil dizer qual apresenta maior deficit. Mas a falta de delegados é generalizada, não existe um local específico onde esteja completo o quadro de delegados. Todos estão com este problema. Atualmente, 31 % das cidade não possuem delegado de polícia. Não existe um determinado local que esteja melhor ou pior. Esta defasagem se espalhou por todo estado, assim como a violência. Na verdade, no primeiro momento todo aprovado ingressa na carreira no departamento da capital, onde é submetido a uma espécie de treinamento para que depois seja encaminhado para outro departamento, para sua cidade, no interior. O candidato que está aqui já passou por este processo. Então não é justo que o colega que esteja aqui em São Paulo, já há algum tempo, seja preterido pelo outro que está chegando. Esta é uma filosofia adotada pelo nosso delegado geral de polícia, Luiz Paulo Neto, que a gente aprova incondicionalmente. O colega que está ingressando na carreira sabe que será desta forma, ao contrário dos outros concursos.
A remuneração inicial do cargo, como nas demais carreiras da Polícia Civil, varia de acordo com o total de habitantes no município, em decorrência do adicional de local de exercício, sendo de R$5.123,30 para cidades com até 500 mil habitantes e R$5.438,30 para mais de 500 mil. Como a senhora avalia esta distinção salarial, em decorrência da quantidade de pessoas no local de atuação?
Eu não acredito que seja o critério mais justo, pagando um adicional por local de exercício. Sou totalmente contrária ao adicional, pois o colega no momento de se aposentar acaba perdendo. Mas depois de muita luta conseguimos que este adicional fosse incorporado ao salário, depois de muita conversa e depois do governo não ter cumprido o que havia acordado conosco, durante a greve de 2008. Penso que é um absurdo mensurar a vida por um número de habitantes de um determinado lugar. O policial tem sua vida mensurada de acordo com o local de exercício. Existem cidades pequenas ou que são consideradas pequenas, com um índice de criminalidade tremendo, como as do presídios,a maioria localizados do interior, que devido a isto tiveram o índice de violência aumentado. Então não se justifica este tipo de critério.
Na sua opinião, qual deveria ser a remuneração ideal dos delegados de polícia no estado?
Estaria de bom tamanho receber como um delegado no Distrito Federal, com um salário de aproximadamente R$17 mil reais. São Paulo é o estado mais rico da federação, o que mais arrecada. Então não é justo que apresente uma remuneração inferior.
Existe alguma pretensão ou alguma cobrança, por parte da Associação, no sentido de valorizar a categoria, equiparando os salários aos das demais carreiras jurídicas, como do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunais Regionais Federais ou do trabalho?
Nós estamos com uma campanha publicitária para a conscientização da sociedade, que não tem acesso a alguns dados, como a falta de investimento na segurança pública. Ocorre o aumento da população, mas sem a mesma proporção em número de polícias civis, o quadro fica defasado. Existem cidades sem delegados de polícia. Somos 42 milhões habitantes no estado para 3 mil delegados. Então existem muitas coisas que a sociedade precisa tomar conhecimento. Estamos trazendo a realidade para a sociedade saber, pois está vivendo este clima de insegurança, pois não existe um serviço público de qualidade, pois precisa se valer da segurança privada. O problema é que a maioria não possui condições de pagar pela sua segurança e acaba tendo que conviver com a insegurança e o medo.
A realização do concurso depende apenas da autorização do governador que, inclusive, já confirmou que não vê impedimento na realização dos concursos durante o período eleitoral, o que pode ser constatado inclusive pela recente autorização para o concurso de agente de telecomunicações. Neste sentido, a senhora acredita que o edital do concurso para delegado pode ser publicado ainda neste semestre? Associação tem obtido algum parecer da corporação neste sentido?
Ainda não há definições sobre quando o concurso será autorizado, mas acredito que além de realizar o concurso, para suprir o quadro efetivamente, também é preciso valorizar o delegado.
De acordo om a resolução SSP-182, de 22 de agosto de 2008, todos os concursos da Polícia Civil devem incluir, no conteúdo programático, questões sobre noções de Direitos Humanos e Criminologia, além de conhecimentos de Informática e Lógica, Como a senhora avalia a inclusão destas disciplinas?
Como delegado de polícia nós somos extremamente legalistas. A grande parte dos delegados de policia ingressaram recentemente, dos anos 90 para cá, somos a grande maioria. Então viemos como fruto da constituição de 1988, sendo totalmente voltados aos direito humanos e a cidadania. Então existe um profundo respeito pelos direitos humanos. Temos o hábito de respeitar os direitos de todo e qualquer cidadão, independentemente da situação que se encontra naquele momento. Sendo incluídas estas disciplinas, o concurso vai exigir um pouco mais do candidato. As pessoa que estiverem ingressando na carreira terão um conhecimento mais profundo, mais interessante, o que acredito que até facilitará o treinamento do policial, principalmente dos delegados que dirigem a policia civil. É uma forma de fazer com que seja cumprido o que está na Constituição, pois se não há o conhecimento teórico fica mais difícil que colocar na prática. Acho bastante interessante, tudo que vier para acrescentar e qualificar nosso candidato será sempre bem vindo.
Que dicas, em termos de estudo, a senhora daria para quem pretende ingressar na carreira e iniciar os estudos desde já, mesmo antes da publicação do edital?
Enquanto o edital não é publicado, os candidatos podem se preparar através dos programas anteriores e até mesmo ingressando em cursos preparatórios que oferecem cursos antes mesmo da publicação. Mas é necessário estudar de forma intensiva, colocando a meta da aprovação como prioridade, bem como preparando um bom programa de estudos, sem sacrificar o lazer e a família.
Fale um pouco sobre a atividade, a rotina do servidor..
O delegado de polícia dirige os trabalhos da Polícia Judiciária, que visa principalmente apurar as infrações penais e identificar a autoria, trabalho materializado no inquérito policial.Possui previsão constitucional no artigo 144, parágrafo 4º da Carta Magna, sendo relevante ressaltar que o cargo é essencial para a defesa do estado e das instituições democráticas. Na prática, o delegado de polícia pode dirigir de uma equipe de plantão com trabalho essencialmente policial a um grande departamento, tendo foco mais em ações administrativas e geestão da política de segurança, ambas as funções de grande importância na formação da cidadania em nossa sociedade.
Fale um pouco sobre as principais reivindicações e ações da Associação, no sentido de cobrar uma maior valorização dos delegados?
Estou no cargo desde janeiro deste ano e sou a primeira mulher presidente da Associação. Existem muitas demandas, desde salários até a falta de funcionários, de condições de trabalho e de estrutura nas delegacias. Então a associação está colocando ordem na casa. Existem muitos projetos, como modernizar a Associação, com o aperfeiçoamento do nossos serviços, atendendo nossos usuários de uma forma mais profissional e com maior eficiência. Obviamente que também pretendemos lutar pelas valorização da nossa categoria, por mais dignidade e melhores salários. Existe um projeto de restruturação que está na Secretaria de Gestão Pública. Este projeto restrutura a Polícia Civil como um todo. Queremos uma Polícia Civil moderna e esta restruturação traz isso. O que a policia moderna representa é um serviço de qualidade. O projeto está na gestão pública e precisa ser aprovado. Nosso maior foco é a valorização da nossa profissão.
Mais alguma sugestão ou comentário que a senhora gostaria de dar para quem pretende ingressar na carreira?
A carreira de delegado é uma profissão maravilhosa. Pessoalmente, não vejo uma carreira mais bonita do que esta, que oferece uma grande satisfação pessoal e profissional. Precisamos de condições do trabalho, mas é uma carreira maravilhosa, permanecemos na carreira e lutamos pela nossa valorização. Somos os dirigentes da polícia civil e lutamos pela sociedade também. Temos certeza de que daqui para frente a carreira irá melhorar cada vez mais e vale a pena ingressar.
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Entrevista feita da jornal FOLHA DIRIGIDA, edição 1266 - Julho/2010

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